domingo, 24 de abril de 2016

Aldeia de Xertêlo, Cabril, Montalegre, Portugal.

Levo ao conhecimento de todos 4 estampas fotográficas de alto calibre estético retiradas do espectáculo pós-moderno de ambiência naturalista desenvolvido na aldeia de Xertelo, freguesia de Cabril, em Montalegre, no passado dia 23.
O grupo de garbosos actores interpretou com especial denodo as indicações sábias do Mestre encenador, proporcionando ao vasto e interessado público uma performance de elevado conteúdo intelectual, de pendor filosófico eivado de brusca sabedoria.
Como todas as sessões do afamado grupo, também esta teve existência efémera sendo muito raras as reprises de espetcáculos.
Baseado em textos do folclore Búlgaro, a peça foi adaptada para a realidade  nacional tendo por cenário a ruralidade portuguesa, dividida em 4 sub-actos:
  1. A fuga do boi e a vaca que o seguiu: a realidade de um marido  enganado que, assim como assim, sempre passava pela porta de saída.
  2. O charco que era o lago que não o era: metáfora sobra a manias das grandezas e a queda estrepitosa de uma grupo de rãs que se julgava na Broadway, e não havia passado além do Cine Ramalho.
  3. Com mel e medronho já não fico bisonho: parábola do farmacêutico desconhecido em cada um de nós.
  4. A minha costeleta não cabe no prato: o mito de Adão e Eva revisitado.






Assim que novas e tonitruantes iniciativas de carácter cultural de semelhante teor tenham forma, delas darei conta.

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