Mas que boa ideia, aqui descoberta: https://ominho.pt/via-mariana-370-quilometros-de-tesouros-para-redescobrir-entre-braga-e-muxia-na-galiza/
“Via
Mariana: 370 quilómetros de tesouros para redescobrir entre Braga e Muxia, na
Galiza
Via Mariana
atravessa, no lado de Portugal, os concelhos de Braga, Vila Verde, Ponte da
Barca, Arcos de Valdevez e Melgaço, e inclui percursos pelo Parque Natural
Peneda-Gerês. “Abrimos caminhos pelos quais ninguém passava há mais de 50 anos”
Um caminho com 370 quilómetros entre Braga e Muxia,
na Galiza, “guiado” pelos santuários marianos e desbravado pelo interior
profundo e desertificado, está agora à disposição dos peregrinos, pronto para
ser trilhado, foi hoje anunciado.
Trata-se da Via Mariana Luso-Galaica, que liga a
Basílica do Sameiro, em Braga, ao Santuário da Virgem da Barca, em Muxia, com
passagem por cerca de uma dezena de santuários marianos do Minho e da Galiza.
“A ideia é voltar a dar vida ao ‘deserto verde’ em
que se transformou esta região, sobretudo por causa da emigração”, disse José
Paulo Abreu, da Confraria da Senhora do Sameiro, na conferência de imprensa de
apresentação da via.
Referiu que se trata de um caminho com um
“valiosíssimo” património material e imaterial, que “urge” redescobrir e
valorizar.
“Tradições, costumes, lendas, canções, lugares
pitorescos, aldeias, paisagens, histórias, é todo um mundo de magia e de coisas
bonitas que o caminho oferece”, disse ainda José Paulo Abreu.
O novo caminho foi “desbravado” pela Associação Via
Mariana Luso-Galaica, que junta entidades dos dois lados da fronteira.
Para a presidente da associação, Maria José Silva,
este é “um projeto de fé, património e natureza”.
“Abrimos caminhos pelos quais ninguém passava há
mais de 50 anos e que estavam cobertos de mato, foram muitas e muitas mãos
voluntárias que pegaram em motosserras e sacholas, num trabalho entusiasta,
voluntário e altruísta”, referiu.
Sobretudo no lado português, o caminho é apontado
como sendo de “dificuldade elevada”, alcançando cotas de 700 a 1.200 metros de
altitude.
Os pontos de acolhimento são ainda poucos, pelo que
é necessário em muitos lugares recorrer aos alojamentos privados de tipo
turístico, que é preciso reservar previamente.
No Sameiro está prevista a instalação de um “pequeno
ponto” de acolhimento aos peregrinos, com uma copa, chuveiros e sala de estar.
Há um código de conduta para os peregrinos, que têm
ainda direito a uma credencial personalizada e a um certificado, no fim do
caminho.
Descarregando uma aplicação do site da associação, os
peregrinos têm, ao longo do caminho, toda a informação útil e necessária.”
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