
foto de Paulo Ferreira
A curiosa sucessão acima reproduzida é um manifesto de algum do trabalho necessário para a reprodução de belas fotografias. Ela condensa, no trabalho final, a azáfama do fotógrafo em busca do melhor ângulo, do melhor terreno, da melhor luz, a ponderação de todas as condicionantes e suas soluções capazes de afectar o trabalho final.
A proliferação desenfreada de equipamento electrónicos com câmaras fotográficas acopladas, softwares altamente empáticos no seu uso e as plataformas virtuais de acomodamento, banalizou esta arte de registo no seu ponto de ouro: o registo do momento único; a sacralização, para usufruto posterior, da memória petrificada daquele instante.
Hoje, há vidas - muitas - que são um filme: não pela dramaticidade do real, mas sim por viverem capturadas em 24 frames/segundo, tal a sofreguidão com que se sucedem as fotografias. Ninguém ficará para ver tantas imagens!
O sucesso dá trabalho, nada acontece por acaso; a perseverança exige disciplina, mas oferta resultado.
A 1ª foto é minha, capturada às cabriolas que o P. efectuava para o melhor posicionamento da câmara segundo o resultado que pretendia; a 2ª foto é do P. e é o resultado dos equilíbrios e posturas disformes por ele realizados e por mim captados.
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