quinta-feira, 21 de maio de 2015

O Rei voltou e atrapalhou-me o sono - I.



O Rei voltou e o séquito de admiradores entupiu as artérias da cidade grande e lançou a confusão na urbe; derreados pelo esforço titânico de mais uma expedição além Douro, além Ave e além Cávado; quase, quase, além Taprobana, os fantásticos bravos sucumbiram ao fero ataque dos indefectíveis abrasileirados montados em pluricoloridas e multiformes bestas de aço rodante, assemelhando hordas de vândalos, chusmas de infiéis, paletes de mau gosto.

Espiritualmente arraçado de cigano, o escriba não se coibiu de ferrar o galho - ainda que por breves instantes – alapado no cadeirame impessoal da costumeira besta andante que nestas ocasiões lhe transporta o coiro à laia de boleia, enquanto o magote festivo aliviava as ruas e adjacentes ao trote do Calhambeque.

Que fraco galardão para tão excelsa demanda!

De olhinhos cheios (ainda que fechados, recorde-se...), se fazem as memórias do passeante; anos que hão de virem, pelo correr dos séculos e mais ainda, muito mais: séculos de séculos permanecerão aquelas serranias absurdas no tamanho e composição a encher a alma de outros passeantes – isto, se os houver, claro está!
 
 Próximos capítulos em breve!

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