Esta coisa de andar a subir e descer monte, e voltar a subir e descer, como se fugido à tropa em tempos idos, é sacrifício para lá de exercício; é doideira para lá de tino; é qualquer outra coisa que não se explica e se manifesta na contínua surpresa de cada monte de pedra assaltando-nos o im-preparado olhar, abalando os sentidos até à raiz: - "Caramba, mais pedra!", e é esta surpresa na normalidade que torna a paisagem única e diversa, diferente por igual.
No dizer maturado de um filósofo que nos acompanha, referindo-se ao gado vacum que frequentemente vemos solto nas serras, as vacas é que são felizes pois têm o pasto todo para elas, só se preocupando em comer; o único momento de agitação naquela santa ruminação é a entrada no camião com destino ao matadouro. Até lá, é comer, descansar, e apanhar sol.
Quem me dera ser vaca e fugir do camião!
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