quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Monumentos da nossa terra - II


Servem-nas na costumada frigideira de barro, com os viçosos grelos e o formoso ovo, de bela e apetitosa gema em meio da alvinitente clara.
Agora, no tempo chuvoso e melancólico de Inverno, acontece que o meu jantar não seja mais do que uma destas chouriças por prato único, a que acrescento um pires de arroz doce com o seu enfeite de canela, um queijo fresco, alguma peça de fruta, isto acompanhado com a indispensável meia garrafinha de vinho do termo, e, para assentar ideias, pôr justo termo ao ágape, o café com o honesto, o sério cálice de aguardente. Cada um é como é, e eu regalo-me, fico de consciência tranquila, apaziguado comigo e de bem com o mundo. Um consolo de corpo e alma!”
in "Roteiro Sentimental do Douro" - Manuel Mendes
Ed. Afrontamento - 3ª edição 
pág. 104

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