quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Falares da nossa terra

Recolha de vocábulos e expressões usados em Almendra, freguesia do concelho de Vila Nova de Foz Côa, e coligidos da obra "Almendra - alcunhas e falares", de Alfredo Mendes, edição da C. M de Vila Nova de Foz Côa.
Por ser matéria de infindável interesse, oportunamente regressarei com mais expressões.

A água vai de mar a monte - muita porção, enxurrada;

À custa de barba longa - do esforço alheio;

Abrunhos-cagoiços - Ameixas pequenas que provocam diarreia;

Acredito como visse - não duvido;

Acusa-Cristos - pessoa bisbilhoteira, delatora;

Ainda o não disseram três doutores - não se dar por convencido;

Albernó - casaco desajustado;

Amarmalhar ou Amarvalhar - trabalhar depressa;

Anda a dizer adeus ao mundo - está muito doente, quase moribundo;

Andar com as mão à frente dos pés - ser perdulário;

Ande eu quente, ria-se a gente - uma vez satisfeito, que haja gozo geral;

Aquele é como os de Vale Meão - de noite dizem, de manhã não vão - gente que não cumpre o prometido;

Aqui está o que o nosso menino fez: mijança de um dia, cagança de um mês - alude a alguém desprovido de qualquer habilidade, tanso ou palerma;

Arrampanado - dorido, exausto;

Arremansa a piona - fica tranquilo;

Arrepelinha - está tudo cheio, à pinha;

As primeiras são vassouras e as segundas senhoras - distinção do viúvo quanto ao desempenho da primeira mulher e da segunda mulher. A primeira, muito atarefada nas lides da casa e a segunda, livre de tais serviços, quer-se dizer, melhor tratada, sem bulir uma palha.

Atafais - roupa pouco cuidada;

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