Recolha de vocábulos e expressões usados em Almendra, freguesia do concelho de Vila Nova de Foz Côa, e coligidos da obra "Almendra - alcunhas e falares", de Alfredo Mendes, edição da C. M de Vila Nova de Foz Côa.
Por ser matéria de infindável interesse, oportunamente regressarei com mais expressões.
A água vai de mar a monte - muita porção, enxurrada;
À custa de barba longa - do esforço alheio;
Abrunhos-cagoiços - Ameixas pequenas que provocam diarreia;
Acredito como visse - não duvido;
Acusa-Cristos - pessoa bisbilhoteira, delatora;
Ainda o não disseram três doutores - não se dar por convencido;
Albernó - casaco desajustado;
Amarmalhar ou Amarvalhar - trabalhar depressa;
Anda a dizer adeus ao mundo - está muito doente, quase moribundo;
Andar com as mão à frente dos pés - ser perdulário;
Ande eu quente, ria-se a gente - uma vez satisfeito, que haja gozo geral;
Aquele é como os de Vale Meão - de noite dizem, de manhã não vão - gente que não cumpre o prometido;
Aqui está o que o nosso menino fez: mijança de um dia, cagança de um mês - alude a alguém desprovido de qualquer habilidade, tanso ou palerma;
Arrampanado - dorido, exausto;
Arremansa a piona - fica tranquilo;
Arrepelinha - está tudo cheio, à pinha;
As primeiras são vassouras e as segundas senhoras - distinção do viúvo quanto ao desempenho da primeira mulher e da segunda mulher. A primeira, muito atarefada nas lides da casa e a segunda, livre de tais serviços, quer-se dizer, melhor tratada, sem bulir uma palha.
Atafais - roupa pouco cuidada;
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