sexta-feira, 21 de outubro de 2022
É o país que temos...e é isto!
quarta-feira, 14 de setembro de 2022
Por entre brandas e inverneiras

terça-feira, 26 de julho de 2022
Do pico da Nevosa à Turquia
Lembrei João Garcia, o alpinista português que já escalou as 14 montanhas acima dos 8.000mt., quando pus os pés no topo do pico da Nevosa.
No topo, no topo...não! Foi um bocadinho mais abaixo - apenas impossibilitado pela tempestade que fazia sentir-se lá no alto: a neve acumulada ultrapassava o tornozelo e as rajadas de vento ciclónico eram lâminas aguçadas prestes a martirizar-nos por completo. Enchi de pedras os bolsos disponíveis afim de servirem de lastro e qualquer tentativa de contacto com os restantes 15 companheiros da expedição cobrava alto à energia disponível. Para trás haviam ficado 5 companheiros, para todo sempre fundidos na massa branca de neve, caídos ainda antes do temível Desfiladeiro da Morte.
A montanha tem um preço.
Bem...até fazia bom tempo e o vento era manso e para trás apenas ficou o M. que não quis subir. A neve, até houve - mas em Dezembro, quando lá não estive. E não éramos 20 - apenas 4...
A aproximação ao pico gerou intensas ondas de ansiedade. Apenas os eleitos conhecem este frenesim dos diabos a apoderar-se dos nervos, trazendo à realidade o motivo que lá nos levara. Fomos resgatados ao torpor que se apodera do espírito, entregue à missão de nos guiar por entre insondáveis perigos mas inabaláveis convicções. Para espantar a morrinha do pensamento, vagueámos por momentos nas cercanias do Pico. Ao longe, se observados, alguém teria a tentação de dizer estarmos perdidos: ó GENTE DESCRENTE, apenas fazíamos horas...
Após inúmeras tentativas a subida ao Pico da Nevosa era um dado adquirido. Finalmente, podia arrogar-me o título de intrépido conquistador, audaz trepador e ousado aventureiro - os 2 picos mais altos de Portugal continental já estavam conquistados: o Pico da Nevosa seguiu-se à serra da Estrela, num passeio da escola em 1986. Acho que foi o 9º B...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
Gralheira e Panchorra e Vale de Papas e Bustelo da Lage - mais 1 ficha, mais 1 viagem!
Por mais voltas que o planeta enlace o Sol, haverá sempre algo por explicar. Das novas do mundo que nos aparvalham a vidinha burguesa e cómoda, aqui e ali recheada por um excesso, apenas para compor a consciência.
Na aldeia da Gralheira, serra de Montemuro, a 1.110 mts. de altitude, existem 2 restaurantes-porta-aberta, daqueles que não necessitam de busca apressada à cozinheira, arrancada ao lameiro entretida que estava na cuida da bicharada - um deles, pizzaria!
Estas surpresas, assim à laia de provocação do demo aos simples citadinos inchados de sabedoria balofa, traduzem a força e vontade férrea arreigada nestas gentes de montanha, sofrentes do rigor invernil e do infernal estio; mais uma vez paira à lembrança a resiliência vomitada em catadupa boca afora pelas cavalgaduras que nos têm governado, agora que se apresenta novo bodo aos pobres com o dinheiro dos outros!
Por cerca das 11:00h a temperatura rondava os 0º, jurava a pés juntos a tecnologia embutida na viatura.
Pelo andar da carruagem não seria rebate falso, a julgar pelo estado dos caminhos que íamos vencendo a custo, mais pelo perigo do gelo na sola das botas que pelas dificuldades impostas pelo terreno.
sábado, 15 de janeiro de 2022
De Fujaco reza a história...agora!
domingo, 9 de janeiro de 2022
O meu lamento.
Para aqueles que desdenham do país e vão fazer férias lá fora, que lá fora é que é:

