quinta-feira, 14 de maio de 2020

Das indecisões como boa escolha.


O indefinidamente grande não é grande bastante para se cumprir a Humanidade. Nunca a vontade política priorizou a busca de um futuro colectivo, optando pelo cumprimento de uma agenda individual de canibalização até à exaustão dos recursos naturais.

Eu tenho dúvidas, muitas, da bondade a existir no ser humano decorrente desta crise pandémica - os exemplos anteriores assim o ditam: passado o choque, continuaremos a assistir à exuberante pantomina de autodestruição que leva, também, o nosso cunho autoral; ao embuste global travestido de desenvolvimento, mas não passando de bodo aos pobres para aplacar consciências e garantir shares de audiência 

Por oposição - descarada, diria eu! - foi o indefinidamente pequeno a trancar-nos em casa! A obrigar-nos distância e compromisso, comedimento e disciplina temperados a medo. E é esta a grande lição que vamos aprender deste tempo de excepção: todos os sonhos de grandeza desmedida estão à mercê de um perdigoto.

Que grande tareia!
  

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