Paulo Santos:
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"Dizem que vai ficar tudo bem. O pôr-do-sol pintou de calmaria um pedaço do caminho entre Madrid e o Porto. Surgiu assim, de repente. Era Domingo, dois dias depois da chacina numa discoteca em Paris, há cinco anos.
Viajámos de noite, não ouvimos rádio. Não sabíamos. Apenas atravessámos meia Ibéria. E o mal à solta em Paris. Como hoje a peste, no mundo.
Mas dizem que vai ficar tudo bem.
Não é possível! Não há medida para a dor; como não a houve em Paris. A dor não tem peso; volume; textura. A dor não tem cheiro.
O que nos salva é o Amor - de quem dá; de quem se dá. É ele que nos arranca do torpor imbecil em que enterrámos a esperança depois da tragédia. É ele que nos guia, de novo.
Naquele fim de tarde, em terras de Leão e Castela a caminho de casa, para derrotar a barbárie, foi assim que ele se fez notar."
O próximo a apresentar-se, lançado aqui o desafio, é o Paulo Ferreira - fotógrafo, piloto de drones, engenheiro de redes, formador CAD, formador fotografia, empreendedor, CEO, especialista modelação 3D, apreciador de francesinhas, perito em rabanadas, barra em alheiras e mouras, activista ambiental, construtor de Dolly's, Time-lapser multipremiado. É dono de um cão com distúrbios de personalidade.
Prazo para entrega: 10 de Maio.

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