Pereira da Silva:
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"A RIBEIRA DA BIDUÍÇA
Caminhada Cela - Lamalonga / Gerês (2018-04-14)
Passo a descrever um acontecimento que a cada passo me vem á
memória e do qual me dá vontade de rir, mais, pelo resultado, da minha ação
imaginativa na ocasião.
Cito o que escrevi na minha crónica da caminhada:
Já no
regresso, tivemos a necessidade de transpor a RIBEIRA DA BIDUIÇA, da margem
esquerda para a direita. A dificuldade surgida teve em questão, o elevado
caudal de água e a falta de pontos de apoio seguros, na zona em que se
pretendia fazer a travessia.
E assim, perante o desenrascanço de alguns
companheiros que procuraram outros locais de travessia, sugeri ao António Mota
a ideia de colocarmos pedras até se criar um pequeno dique que facilitaria a
passagem. Pensei ser tarefa breve e então metemos mãos á obra a carregar blocos
de pedra para dentro de água mas o resultado não foi satisfatório.
O Francisco
Sousa em dado momento escorregou de pés juntos para dentro da ribeira. Foi
inevitável um sorriso forçado mas pouco depois eu também escorreguei para
dentro da ribeira e só parei quando a água chegou ao pescoço. Tão depressa saí
da água como entrei e nem queria acreditar no que tinha acontecido mas imaginei
o desconforto para o resto da caminhada.
Agora, acrescento mais um pouco a esta
narrativa: na altura que entrei dentro de água da ribeira trazia vestido um
colete de felpo e encharcou de tal maneira que tive de o tirar para não
resfriar e pesado que ficou. Coloquei o colete dobrado e atracado na alça da mochila,
seguimos caminho, e eis senão quando dou conta que o dito cujo tinha ficado
pelo caminho com 15 moedas de 2€ no bolso.
Em conclusão: Foi uma caminhada
memorável numa zona muito agreste do Gerês mas, o que retenho na memória, foi o
acontecimento na RIBEIRA DA BIDUÍÇA e julgo que alguém já bebeu umas cervejas á
minha conta."
O próximo desafiado a apresentar serviço até ao próximo dia 24 é o guia-chefe; o mapa-vivo das expedições; a bússola humana, Joaquim Mota.

Lembro-me bem dessa "rica banhoca" e em mais um local espectacular do nosso gerês.
ResponderEliminarLembro-me bem: atravessei incólume a ribeira um pouco mais abaixo e ao chegar à outra margem deparei um cenário catastrófico: um soldado chorava as botas encharcadas; outro, contemplava desolado a roupa molhada; mais outro, deitou-me um olhar desolado do outro lado da torrente assassina: vinha louco o ribeiro, naquele dia...
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