sábado, 25 de outubro de 2014

Ainda as leituras ao calhas!

Valendo-me, ainda, da preciosa ajuda do “Dicionário do falar de Trás-os-montes e Alto Douro” transcrevo os termos por que são conhecidos os habitantes de algumas das localidades desse mundo de pedras: os de Sendim da ribeira, conc. de Alfândega da Fé são conhecidos por Amarelos; os Arrebita, são as gentes de Carvalhelhos, e os Arrebita-ó-gacho, os da freguesia de Viade, no Barroso. Ainda no Barroso, encontramos os Arreguichas, em Covelães; e os Arre-burro, de Quintas. Em Refega, Bragança, vivem os Arraiolos, e os Barrigas-magras param em Mós, Moncorvo. Da mesma família encontramos os Cagados, em Castelo, Alfândega da Fé, os Caga-peras, em Cortiço, Barroso, e os Caga-tascas da Portela, em Bragança. Da classe dos matadores, encontramos os Mata-cristos, como conhecidos os da Póvoa, em Miranda do Douro; e os Mata-lebres, as gentes de Pai Afonso, no Barroso. Em Alfândega da Fé, os de Gouveia são os Beatos, e os de Babe, em Bragança, são os Bazófas. Também em Bragança, em Rabal, moram os Passa-pontes, e em Espinhosela, os Orelhudos.
Prometo voltar ao assunto!


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