Valendo-me, ainda, da
preciosa ajuda do “Dicionário do falar de Trás-os-montes e Alto
Douro” transcrevo os termos por que são conhecidos os habitantes
de algumas das localidades desse mundo de pedras: os de Sendim da ribeira,
conc. de Alfândega da Fé são conhecidos por Amarelos; os
Arrebita, são as gentes de
Carvalhelhos, e os Arrebita-ó-gacho,
os da freguesia de Viade, no Barroso. Ainda no Barroso, encontramos
os Arreguichas, em
Covelães; e os Arre-burro,
de Quintas. Em Refega, Bragança, vivem os Arraiolos, e os
Barrigas-magras param em Mós,
Moncorvo. Da mesma família
encontramos os Cagados,
em Castelo, Alfândega da Fé, os Caga-peras,
em Cortiço, Barroso, e os Caga-tascas
da Portela, em Bragança. Da classe dos matadores, encontramos os
Mata-cristos, como
conhecidos os da Póvoa, em Miranda do Douro; e os Mata-lebres,
as gentes de Pai Afonso, no Barroso. Em Alfândega da Fé, os de
Gouveia são os Beatos, e
os de Babe, em Bragança, são os Bazófas. Também
em Bragança, em Rabal, moram os Passa-pontes,
e em Espinhosela, os Orelhudos.
Prometo voltar ao assunto!
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