sábado, 18 de outubro de 2014

O Alvão é já ali! - parte 1

Quem diria que da cabeça do Sr. Armindo da Carvalho, insigne pastor lá para os lados de Macieira, Ribeira de Pena, serranias altaneiras do Alvão, emergiria luzente e impante um boné, desses que usam os gaiatos da escola quer faça chuva ou sol, amarelo de cor e amarfanhado de forma, aonde foi printado - mesmo assim!, à modernaça – o logótipo do Centro Social da Foz do Douro.
Ou, isto anda tudo ligado e as teorias da conspiração fazem sentido (curiosamente, o que fez sentido foi a teoria da constipação; mas nada de tão grave que a mézinha caseira de aguardente e mel não curasse – pois: se até alevanta mortos!); ou, o país é mais pequeno que uma paróquia.
Inclino-me, sem cair, para a 2ª hipótese. As teorias nunca foram o meu forte.
Mas voltemos à personagem principal, que para isso estamos cá: dar notícia do que espanta o citadino nestas terras de pedra. Fá-lo-ei, contudo, em modo fw, à laia de manuseamento de leitor de cassetes, apressando o correr da fita em busca do início daquela música especial que não cansamos ouvir (bolas!, usei o tempo presente?!?!?! O que se passa comigo?).
Encontrada a calçada que vencia a encosta, a custo que por estas bandas não se brinca, upa!, upa! pés a caminho que para trás fica o morto – inventei agora, mas acho que tem certo je ne sais quoi de dito popular (Ok!: popularucho). Garbosos no palmilhar, pedimos meças a qualquer aventureiro de Everest, tratador de crocodilos, ou caça-fantasmas. Não há escolhos no caminho, perigo na travessia ou avantesma que nos atrase. E assim foi, não houvéssemos esperado pelo Sr. Armindo da Carvalha, e ele nunca nos teria alcançado: cumpridos que estavam dois terços da subida, decidimos pasmar paisagem e aguardar a ceagada custosa do pobre homem, mai-lo seu rebanho. Com os bofes pela boca, tememos pela sua saúde!

(cont.)

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