Ao calhas, manuseio o "Dicionário do falar de Trás-os-montes e Alto Douro" de Vitor Fernando Barros e publicado pela Ed. Colibri, e quedo-me a pags. 177: Fazer versos da gata parida, lá para os lagos de Lagoaça e Mogadouro, é assim a modos de alguém fazer coisas que não lembram ao diabo; para as bandas de Figueira de Castelo Rodrigo, uma indilgadeira, por estranho que possa parecer, é uma mulher activa, desembaraçada, diligente - vem isto, a páginas 209; um pouco mais à frente, na 216, ficamos a saber que um juco é uma mulher de mau porte, prostituta, isto, nas palavras dos de Lagoaça. Em Alijó, chamam lambaças aos comilões, gulosos, abrutados - confirma a pág. 220. Por outro lado, os de Mogadouro e Lagoaça têm por hábito chamar de cinisga as raparigas magras e espertas (pág. 116). Em Vila Real, uma récalha é uma rapariga imunda (pág. 302). Para os lados de Moimenta, Vinhais, puxar-lhe os questurelhos é tão somente dar um abanão - pág. 289; e a peseta é a vagina (pág. 276). Ainda por estas zonas, um brocambainas é álguém rude e pouco esperto (pág. 75). Informados somos, a págs. 48, que para os lados de Fornos, um arressuado é alguém que ficou satisfeito após comer; Em Lagoaça, os badamecos são os testículos (pág. 57) e levar um batibardo é uma descompostura, um raspanete.
Prometo voltar ao tema, ainda que ao calhas.
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