Precisamente há 1 ano dava início à Operação CPI 19 - Caminho Português Interior de Santiago. Saídos do Porto na quinta-feira santa na camioneta da carreira com destino a Viseu, eu PS, e ele JS - por razões de segurança, usarei os nomes de código -, estabelecemos contacto visual com a base de apoio inicial após demorada e minuciosa busca em território hostil.
O Q.G. foi pródigo e generoso na refeição dessa noite - poderia vir a ser a única decente durante... quase: 3 semanas!
ALHEIRA DE URTIGA, e mais não digo!
nome de Código: XXL - restaurante e snack-bar;
coordenadas GPS:Rua Dr. Asdrúbal Moreira da Cunha, Viseu
traços particulares: fica num prédio...em Viseu.
Depois...bem, depois, foram 17 dias guiando-nos pelas estrelas ou pelas caganitas de pombo deixadas pelo caminho; pelo fiapo esbranquiçado das nuvens ou pelo musgo no tronco das árvores, todas as evidências indicavam o Norte, sempre para Norte. A natureza, com os seus sinais imperceptíveis, quase invisíveis, complementa o aturado treino de orientação a que somos submetidos na rotina desta missão.
Ao 6º dia estabelecemos contacto visual com o elemento infiltrado proveniente do exterior; no dia seguinte, a abordagem foi verbal - em estrangeiro. Ao 9º dia, penetrámos em território inimigo: estávamos por nossa conta d'ora em diante - até Compostela!
O título que encima a publicação é, claramente, uma ironia com a designação desta terrível pandemia, que nos obriga ao confinamento e reclusão, por oposição total à liberdade plena de uma mochila à costas.

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